quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PROJETO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA COMO DEPÓSITO DE LIXO

Ao final do ultimo mandato de FHC, o PSDB acreditava ser possível eleger Serra, no entanto, eles foram surpreendidos, o resultado eleitoral foi decepcionante e Lula se elegeu de maneira magnífica. O acordo secreto com um consórcio de mineradoras e indústrias químicas estrangeiras, onde parte das propinas até já estavam pagas, não aconteceu, sem o poder nas mãos não havia mais disponibilidade do tempo necessário para privatizar a Amazônia.
De acordo com uma fonte bem respeitável que circula nos altos escalões do planalto sem necessariamente ser político, o tal “Consorcio” está cobrando o projeto depois do Golpe de Estado, acreditando na possibilidade do PSDB retornar ao poder. Querem receber o que compraram. Está em jogo, uma boa arte da Amazônia para depositarem lixo tóxico e explorarem as reservas minerais.
Aproveitando o recesso parlamentar do final de ano, alguns assessores ligados a Henrique Meireles, Aécio Neves, Bolsonaro e ao presidente ilegítimo Temer, estão sem férias. Eles trabalham continuamente na reformulação do projeto que deverá ser apresentado ao congresso antes do meio do ano de 2017, completamente mascarado com apoio total da Rede Globo.

Dessa vez não correrão o risco de privatizar integralmente a Amazônia, o projeto seguirá etapas reduzidas e sistemáticas para facilitar a enganação com aprovações na calada das noites. Não foi por outra coisa que a Globo já começou trabalho de massificação da ideia divulgando a propaganda do Agronegócio o transformando em herói da economia, no futuro do Brasil.

Onde tem o dedo interesseiro da Rede Globo e do PSDB, todos nós já conhecemos os resultados. Nada de bom a esperar. Ainda mais com um governo que só tem um objetivo para país que está sendo destruído rapidamente. Um futuro que aponta para o abismo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SOCIEDADE DOENTE GERA INDÚSTRIA CRIMINOSA E SUSTENTA PROLIFERAÇÃO PARA LUCRAR

O crime organizado no planalto e na sociedade estava sendo desarticulado pelos governos do PT, que para isso sempre encontrou uma forte resistência da "Indústria da Segurança" que lucra com o medo do cidadão. Ela se articula para promover a demanda da procura, assim, necessita divulgar a oferta como equipamento essencial do mundo moderno, tendo a Mídia como parceira.
Aqui no Brasil, por exemplo, muitas vezes ficamos sem entender a motivação da mídia para transformar os seus noticiários em verdadeiros obituários que massacram o consumidor a todo instante mostrando as vezes ao vivo, de maneira sensacionalista, as mortes violentas e assaltos tenebrosos, dando espaços televisivos para os criminosos chegarem ao ponto da fama e serem eleitos vereadores, deputados e assim por diante.
Ao levar em consideração de que mais de 80% dos encarcerados são pessoas pobres e quase sempre negros,podemos extremar nossas avaliações, acreditar que existe de fato um genocídio encaminhado. Ou seja, a elite não faz nada para deter a guerra das facções e ao mesmo tempo incentivam e não reconhece o estado de conflito armado onde morrem anualmente mais vitimas do que em toda a guerra do Vietnã.

QUADRILHA EXTERMINADORA NO PODER


O financiamento gentilmente concedido pelos empresários para o Golpe de Estado de 2016, serviu para deixar aberta a questão. Onde estão os grandes criminosos do Brasil? Como funciona uma quadrilha de elite organizada para cometer crimes e garantir a impunidade? Seria bom lembrar que um povo sem expectativa de futuro social, atravessa facilmente a fronteira invisível que separa a legalidade do crime.
O amago dessa criminalidade não nasceu bandido, não foi criado em berço de ouro e não conseguiam vislumbrar uma vida descente, sem emprego e sem uma educação adequada. Mutos são mortos apenas por terem roubado algumas migalhas ou a policia serviu com louvor aos propósitos dos idealizadores dos extermínios de parte da população.
Exste no entanto, uma outra face mais obscura na onda da bandidagem. São os ladrões de colarinho branco e ternos caríssimos. Eles roubam verbas de merenda escolar, roubam direitos dos trabalhadores os escravizando e fecham postos de trabalhos impedindo que os jovens almejam um futuro decente.
A Rede Globo, por sinal, possui empresas que vendem segurança, não é por mero acaso que divulgam com tanta ênfase as ocorrências policiais. Aproveitam que o povo mais simplório em geral fica fascinado com a desgraça alheia, uma velha estratégia da imprensa manipuladora. Oferecendo medo, transformam o cidadão em refém das situações de risco como se aqueles fatos fossem eminentes na hora seguinte, ocorressem com qualquer um a todo instante.
O “Estado Paralelo da Indústria de Segurança” é muito próximo, parentes queridos das indústrias Bélicas. Por outro lado, o suposto combate ao crime gera lucros extraordinários e uma política de controle das ações individuais das pessoas. Por meio desse medo instituído, existem milhões de dólares alimentando a fortuna dos empresários que não fazem nada para mudar o comportamento social.
Muito pelo contrário, o investimento da elite é inverso ao discurso. Eles reclamam da segurança e vendem mais armas, serviços e equipamentos. Para eles, o sistema Penitenciário deve continuar a produzir novos bandidos, ser uma verdadeira universidade do crime, nunca haverá interesse em recuperar.
Para iniciar uma reflexão, podemos comear por fatos bem recentes, a rebelião dos presos nos presídios de Roraima e Amazonas. Foram executados mais de 400 seres humanos que estavam depositados como mercadoria vagabunda em situação de total abandono social. Nas cadeias, não existe um programa de recuperação, o que acontece é revoltante, o ser humano se torna mais violento e é violentado a cada dia.
Os diversos massacres ocorridos nos presídios brasileiros nos últimos anos nos fazem recordar o que ocorria também com as pessoas que possuíam doenças mentais nos Manicômios, com as crianças nas instituições para os menores e assim por diante. Não se pode guardar num depósito as pessoas sociedade quer se livrar sem ao menos tentar oferecer uma chance de vida digna e respeitável. Quanto mais empobrecerem a população, as garantias de lucros só fazem crescer.
Quem os abastece com tantas armas e telefones? Como esse material bélico chega aos detentos? Como eles se organizam em Facções? Seria bom o povo começar a pensar nisso.
A elite hipócrita faz questão de adoecer o país, contaminar tudo a sua volta visando apenas a sua ganância comercial. Visando as propinas, visando o caos na desgraça para vender segurança. Estamos com um governo acomodado ilegitimamente no planalto e no congresso, fazendo um coral maquiavélico com o judiciário cruel e intencionalmente inoperante de maneira conveniente.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MOTIVAÇÃO PARA A GUERRA DO PARAGUAI REPETIDA AGORA NO BRASIL E NA AL

Guardando as devidas proporções, principalmente quanto ao método e a época, mais uma vez estamos diante da imposição do capitalismo que não permite o desenvolvimento da America Latina. Para fazer uma comparação mais completa, precisamos saber o que levou a Inglaterra junto com a maçonaria, Brasil, Uruguai e Argentina a promover o maior genocídio da América.
Em 1862 já havia um forte indicio de que a ocorreria uma invasão ao Paraguai, um pequeno país da America Latina que estava se desenvolvendo, incomodando principalmente a da siderúrgica Inglesa STELL, suprema no mundo da época. O orgulho do povo paraguaio era justamente a sua indústria e a ousadia comercial, além de já terem vencido o analfabetismo total no país.

A invasão começou em 1864 e a guerra só acabou em 1870 com o extermínio do povo que não entregava facilmente a sua pátria. Ao final do conflito, onde três países, Brasil, Uruguai e Argentina na tríplice aliança, se uniram servindo ao propósito sórdido da Inglaterra, a população masculina do Paraguai foi reduzia a pouco mais de 1%. (Consulta obrigatória do livro “Genocídio Americano” escrito por Júlio José Chiavenatto). É bom lembrar que a literatura disponível é muito reduzida.
Atualmente, podemos citar o que aconteceu com Cuba, Chile de Allende e agora no Brasil. Na Venezuela a situação não é muito diferente. Onde o capitalismo não consegue estabelecer um Golpe de Estado, avança sobre o país com o seu poderio bélico. O exemplo afirmativo é facilmente observado em outras partes do mundo.

O golpe de Estado de 2016 possui os mesmos objetivos que levou a destruição do Paraguai. Aqui, no entanto, tudo parece mais fácil, a corrupção é uma arma poderosa dentro de país onde não existe a confirmação do orgulho de PÁTRIA.
Brevemente, o Brasil será igual ao Paraguai, seremos apenas comerciantes clandestinos do lixo produzido nos Estados Unidos da América do Norte. Seremos muambeiros, vendedores de contrabando. Para isso, o nosso parque industrial será dizimado, o nosso povo desqualificado, o trabalhador escravizado.
Tudo para manter a riqueza dos países atualmente falidos da Europa e o grande orquestrador da miséria alheia, os EUA. Enquanto isso, os promotores do Golpe de Estado recebem gordas propinas nas suas contas bancárias, todas sediadas nos paraísos fiscais.

O povo que se lasque, o país que desapareça e se torne uma colônia, para eles pouco importa, não gostam do Brasil, não possuem o sentimento de PÁTRIA. Por isso, eles odiaram os governos do PT, não engolem o grande estadista chamado Lula.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ENTENDER, PARTICIPAR E TER POSIÇÃO POLÍTICA É FUNDAMENTAL NO SÉCULO XXI.

Até o último dia do século XX, o trabalhador mantinha-se na luta por seus direitos mínimos e para sobreviver decentemente em busca das conquistas permanentes, principalmente as de caráter economicista. O trabalhador se acostumou a ser imediatista, mesmo assim, despertou para a sua força política no fim dos anos 70.
A retomada dos sindicatos das mãos dos “PELEGOS” foi fundamental, a consciência política partidária prosperou na década de 80. Com muito trabalho e agregação dos novos sindicalista, foi possível estabelecer uma nova ordem social no seio das principais categorias. O trabalhador se posicionou partidariamente na esquerda, mesmo ainda vivendo sob o manto cruel da ditadura militar.
O embate político contra a direita, os donos do capital, se tornou uma necessidade. Estávamos cansados de eleger os patrões que continuavam afixados no poder desde os primeiros momentos do Brasil, montados na exploração fingindo nos discursos um apoio ao povo que nunca chegou.
Todos nós que participávamos da direção dos sindicados e de partidos de esquerda, sabíamos que o caminho era longo e muito complicado. A fundação da CUT deu a partida, foi assim que conseguimos chegar ao poder com a eleição de Lula. Um autêntico trabalhador brasileiro. O trabalhador enfim fazia parte da sociedade desbancando os senhores de engenho.
Era muito clara a posição da nossa elite de extrema direita que tentava desqualificar as lideranças políticas oriundas do sindicalismo. Eles não queriam perder seus privilégios, e para tanto questionavam a presença dos trabalhadores no Congresso e nos governos. Diziam provocando: “Eles querem roubar” e de maneira irônica afirmavam “Não são competentes”.
Essa conversa era repetida por pessoas ingênuas ou maldosas, invejosas. Os patrões, muitas vezes lançavam mão dos próprios trabalhadores, aqueles que transitam muito próximos do poder, da classe dominante. Eram os famosos subservientes, os que puxam o saco e acreditam que de alguma maneira fazem parte dessa elite, ou também, daqueles que apenas gostam de agradar a quem sustenta na mão uma chibata.

ECONOMICISMO E DIREITOS


O certo mesmo é que a disposição de luta do trabalhador se acomodou com os governos do PT, onde os direitos estavam garantidos e alguns novos chegando sem a necessidade de greves gerais ou combates ideológicos. No entanto, o Golpe de Estado em 2016, promoveu o retrocesso inadmissível, para a surpresa de todos.
Copiaram o modelo dos EUA onde não há contrato de trabalho, não existe férias remuneradas, nem atendimento publico de saúde entre outras aberrações. Dessa maneira todos se perguntam: “Para quê serve essa coisa chamado de Estado?”.
Claro que não é para o povo e sim para atender as necessidades dos ricos. Assim as conquistas dos últimos anos desapareceram da noite para o dia. Resta ao trabalhador brasileiro recomeçar a luta como se ainda vivêssemos nos anos 20. Para nossa sorte, ainda podemos contar com a organização construída pela CUT e pelo Partido dos Trabalhadores. Mas alertamos que todo cuidado é pouco, pois os patrões criaram também organizações semelhantes para iludir, a exemplo a Força Sindical, da CGT e outras bem menores.

Não existe alternativa, teremos de voltar para o interior dos sindicatos, retomar a militância partidária para recomeçar a luta por nossa dignidade que está sendo roubada sem qualquer constrangimento, noticiada pela mídia manipuladora e sensacionalista como um benefício. É inacreditável que este pesadelo seja real em pleno século XXI.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

ESGOTOU PRAZO DE VALIDADE DO CAPITALISMO SELVAGEM

Seria muita imprudência tentar delimitar o tempo que falta para a morte eminente do sistema capitalista. Nenhum cientista econômico, analista político ou historiador poderia afirmar precisamente algo tão complexo diante do quadro mundial, no entanto, a decadência e falência total dos Estados Unidos, hoje é uma realidade mensurável.
Como acontece na história, todos os sistemas econômicos que se baseiam na exploração e no domínio bélico militar, possuem uma fase de ascensão, de pico e em seguida o declínio se torna inevitável. Assim ocorreu com o império romano, e outros anteriores. É bem visível para quem estudar o assunto, verificar a falência do sistema sendo acentuada a todo o momento.
A grande pergunta é: Para onde caminhará a humanidade?
O poder capitalista já encontrou abrigo em muitos países e trocou de mãos em pouco tempo. O próprio sistema não permite outra maneira de atuação a não ser o colonialismo massacrante dos mais pobres.
Países sem poderio bélico se tornam vitimas, mercado de consumo para as indústrias armamentistas e a exploração pela especulação econômica dos supostos investidores. Na verdade especuladores, não possuem regras nem qualquer ética. Terminam por se consumirem numa antropofagia selvagem.
O apogeu dos EUA ocorreu com a segunda guerra mundial. Uma guerra onde as vidas das pessoas não eram importante para ninguém. Hoje ainda temos por todos os lados a manutenção do lucro bélico em busca do petróleo e de outros recursos naturais. Quem vende armas para os dois lados?
A Europa entrou numa fase de falência e o dólar foi para todos eles um suporte econômico oferecido pelo capitalismo. Uma economia virtual, onde nada é verdadeiro, o dinheiro é apenas papel. Agora com a invasão dos refugiados dos países destruídos por guerras menores e insanas, o capitalismo se perde em busca de soluções. Não podem simplesmente eliminar as multidões que buscam abrigo nos países que enriqueceram por conta do colonialismo, que sempre os exploraram.
Para manter o poderio, a liderança mundial, os EUA estão imprimindo dinheiro falso embora seja oficialmente reconhecido. Essa conta será cobrada e então, o sistema entrará em colapso, é só uma questão de tempo. O mais provável será uma nova recessão mundial, a pior de todos os tempos. Será o fim do “conto do vigário”, o conto do dólar.

Nesse momento, não restará ao mundo tentar condicionar novas formulas econômicas, provavelmente a escapada será via o Socialismo, onde todos podem participar da distribuição de renda e dos prejuízos. Os que hoje falam mal de Cuba, buscarão na ilha o exemplo perfeito para sustentarem um novo mundo.

HERANÇA MALDITA DA PF FALOU MAIS ALTO APOIANDO O JUDICIÁRIO NO GOLPE DE 2016?

O trabalho da Policia Federal na época da ditadura militar era perseguir os comunistas, ou supostos militantes de esquerda. A herança da cúpula repressiva foi grande, muitos delegados e torturadores até foram promovidos depois do fim do regime militar, principalmente nos governos de Sarney e no de FHC.
A renovação na PF só foi possível em parte com a eleição de Lula que abriu concursos e de maneira discreta afastou alguns daqueles que se beneficiaram da Ditadura. Um novo padrão funcional de comportamento começou a se instalar na PF, que até o momento era temida, muito diferente de ser respeitada. Ela não cumpria a sua finalidade constitucional num país democrático.
Para viabilizar o Golpe de Estado, O PSDB e o PMDB lançaram mão do Ministério Público onde estava assegurado um processo de corrupção ideológico na sua estrutura, que teoricamente direciona as ações da PF. O retrocesso no comando foi logo uma das primeiras medidas a serem adotas pela direita para incorporar o velho padrão repressivo.
Isso criou uma divisão interna na PF, onde e sempre existiu e atualmente ampliada com pessoas qualificadas e com pensamentos de esquerda. De acordo com fontes internas e bem intencionadas, os que realmente possuem uma honesta diretriz consciente de trabalho a serviço do Brasil, não aceitam mais a condução caótica imposta nas investigações da Lava Jato.
Inquietos e repugnados, não concordam com a descabida perseguição ao ex-presidente Lula, instigada de maneira visivelmente deliberada pelo PSDB. Mas o poder corrompido de outrora, agora é presente, e os ameaça também. Alguns discordantes até já se manifestaram publicamente de maneira corajosa.
Antes mesmo de Lula concluir o seu primeiro mandato, a PF já havia recuperado boa parte da sua legitimidade de maneira elogiosa. Os novos agentes chegaram e juntamente com os remanescentes dignos, mudaram a face tenebrosa para outra de respeito e admiração. No entanto, a herança maldita, aparentemente dominada, do sistema repressivo ainda mantinha um poder enorme no seio da instituição, interligada ao PSDB, aos interesses da elite inescrupulosa.
O Golpe de Estado amordaçou torturando totalmente o desenvolvimento do Brasil. As instituições estão sendo destruída rapidamente para impedir um levante moral. A reforma no Judiciário se torna preponderante para recuperar a credibilidade dissolvida no mar de lama de nossa democracia em estado grave na UTI.
Para vencer o retrocesso, precisamos avançar com mais ímpeto. Todos os brasileiros dignos louvam a coragem do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva que não se acovardou, não se intimidou diante de tantas acusações falsas. Se necessário, lutaremos até 2018 e o elegeremos mais uma vez.

“Lula, o Presidente do Brasil”

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O ERRO DE LULA FOI SER UM ESTADISTA E NÃO FAZER AUDITORIA NO GOVERNO DE FHC

Quando Lula foi eleito presidente em 2002, imediatamente o PSDB, PMDB e o DEM começaram uma campanha por meio da Mídia para impedir o que denominavam de “revanchismo”, ou seja, uma auditoria ampla e independente no Governo de FHC. Todos sabiam que ao tocar no detonador das “PRIVATIZAÇÕES”, a explosão política no Brasil seria catastrófica.
Muito embora a auditoria fosse inquestionável para os militantes do Partido dos Trabalhadores, a resistência para seguir por essa estrada era defendida pelas lideranças. A governabilidade ainda era algo a ser construído e todos conheciam essas dificuldades. Um golpe político estava sendo montado com requintes bem mais sofisticados do que aquele ultimo de 1964.
A militância do PT aceitou a proposta, mas não ficou satisfeita. Era necessário montar o contra ataque, uma base política no congresso e para tal, não havia como prosseguir na ideia da auditória. A maioria dos envolvidos nas falcatruas da privatização de FHC havia conseguido se reeleger. Teríamos de manter a prudência e aceitar algumas concessões, não seria possível governar assustando os corruptos, a elite derrotada.
Carismático, mostrando-se um estadista de visão ampliada, Lula sabia que não chegaria ao fim do primeiro mandato nem daria um só passo na direção do desenvolvimento social sem a aprovação do congresso. Eles como sempre estavam disponíveis no balcão de negócios do Senado e da Câmara Federal. Sedentos por dinheiro para engordar suas contas bancarias no exterior.
Essa é a prática do congresso, da maioria dos congressistas eleitos pelo povo, uma massa inocente e desinformada.
A estrutura política da corrupção é mais antiga do que se pode imaginar, o Brasil começou com essa forma de atuação na corte portuguesa. Acabar com a doença instalada se torna muito difícil, é preciso de tempo, de educação preventiva. O golpe estava previsto para ocorrer nas eleições de 2006, mas Lula foi eleito com uma votação surpreendente e frustrou os planos da direita.
A estrutura governamental do Brasil nasceu doente. A elite domina os três poderes tradicionais e por consequência, o chamado quarto poder, a mídia, é também totalmente deles. Dessa maneira, outro golpe foi planejado quando da eleição de Dilma. Denunciaram por meio de Roberto Jeferson, um grande e conhecido corrupto no congresso. Mais uma vez foram vencidos por LULA. Ficaram os resíduos explosivos da tramoia.
A mídia fez um escândalo digno de uma imprensa sensacionalista, no entanto Dilma venceu as eleições com facilidade. O desenvolvimento social no Brasil era o maior cabo eleitoral do PT. Mas o congresso continuava nas mãos da direita, mesmo assim seria complicado, continuava sendo necessário governar.
Eles queriam encurralar o PT. Converter a popularidade do governo num ódio descabido e para isso, todas as mentiras teriam de se tornar verdade, expor as próprias entranhas. O judiciário garantiria a impunidade do PSDB, nessa altura dos acontecimentos devidamente manifestos e parceiros do golpe. Assim foi possível construir o Golpe de Estado em 2016 na base do “Toma lá dá cá”.

Será que a auditória no final do Governo de FHC seria mais prudente?

domingo, 1 de janeiro de 2017

ANO NOVO COM A CARA DE TEMER. FALSO E SEM EMOÇÃO.

O que os brasileiros estavam acostumados a presenciarem na mudança de calendário, chamado de ano novo, em 2016/2017, foi uma brincadeira forçada, falsa e sem qualquer graça. No intimo, as pessoas estavam tensas, sem motivação, a alegria era apenas uma obrigação.

O povo mais carente foi para onde havia um show gratuito, não festejavam nada. Até os fogos de artifício decepcionaram. Em Salvador, no momento em que a contagem regressiva começou, havia um enorme constrangimento por parte de todos. Muitos gritavam “Fora Temer”, até alguns defensores do Golpe de Estado, que vestiram suas camisas amarelas, faziam coro no Farol da Barra acompanhando a maioria.
O interessante, é que o nosso Prefeito ACM Neto transferiu a comemoração para a praça em frente ao elevador Lacerda, mas a tradição do Farol da Barra foi mantida pelo povo, ou, melhor dizendo, pela elite que não se mistura, seguida dos que insistem em fazer parte da festa. Todos se frustaram.
Lá, em frente do elevador, a prefeitura contratou artistas Globais, no Farol, o silencio, a falta do que fazer. Foi um ano novo com cara de que nada era tão velho nem seguia para o novo. Os artistas locais foram esquecidos, não serviram nem para animar o Farol da Barra.
No fundo dos corações e nas conversas sinceras, todos perceberam que estavam perdendo tempo. Não havia uma confraternização, era apenas uma mudança de data num calendário no qual o ano de 2017 era esperado sem boas vindas. Muitos já desejavam aos amigos, um “Feliz 2018”, na esperança do Brasil voltar a ser um pais de verdade ao eleger LULA.

A saudade dos governos do PT estava sedimentada nas conversas, até mesmo na dos “Amarelinhos golpistas”. A luta continua rumo ao Brasil que realmente queremos sem medo de ser feliz.